sexta-feira, 28 de abril de 2017

Também eu me rendi à riso

Mais foi porque me obrigaram, mesmo assim obrigado Zaratan!
Vai haver este cartaz em múltiplos assinados, numerados e todas essas paneleirices...

sábado, 22 de abril de 2017

Singular Suomi


Em 2015 o estúdio / colectivo finlandês KutiKuti comemorou 10 anos de existência e editaram um livro de tiragem limitada intitulado Tempora Mutantur. Este álbum foi impresso em offset com tintas fluorescentes e participam 37 artistas finlandeses que fazem ou fizeram parte deste grupo, entre eles Benjamin Bergman, Terhi Ekebom, Roope Eronen, Jyrki Heikkinen, Jarno Latva-Nikkola, Tiina Lehikoinen, Aapo Rapi, Kati Rapia, Tommi Musturi, Jyrki Heikkinen, Amanda Vähämäki, Katja Tukiainen, Matti Hagelberg,... autores alguns deles conhecidos dos portugueses devido às suas presenças no Salão Lisboa 2005, na exposição Glömp X (2009) ou pelos livros publicados em Portugal - nomeadamente os de Musturi.

Do livro surgiram cartazes em serigrafia, aos quais foram acrescidos mais autores, tornando-se numa exposição itinerante pela mundo fora (Rússia, Alemanha, Suiça foram algumas das muitas paragens). A exposição chega a Lisboa dia 22 de Abril no âmbito do evento Singular - Uma Festa para os 21 anos da Bedeteca de Lisboa. São 46 cartazes em serigrafia do colectivo Kuti que invadirão (literalmente) as três salas de leitura da Bedeteca de Lisboa!

Ficarão lá até 4 de Maio se não forem todos vendidos! Os que sobrarem seguem para o Porto para o Free Comic Book Day e Mini Zine Fest Pt nos dias 5 e 6 de Maio na Mundo Fantasma.

 O último número do jornal Kuti - agora com uma mudança de formato que lhe dar mais ar de revista - será oferecido GRÁTIS aos visitantes de dia 22 à Bedeteca! Esta “visita” escandinava é da cortesia da Chili Com Carne, associação que inaugurou a colecção de novos autores da Bedeteca, a Lx Comics, em 1998 e que assim relembra os tempos de boa programação desta instituição.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Simon Reynolds : "Rip it up and start again : Postpunk 1978-1984" (Faber and Faber; 2005)

As maiores queixas que fazem deste magnífico livro é que as escolhas de Reynolds são solipsistas, feitas através da sua relação pessoal com esse período de ouro do Rock. Ora bem, entre o enciclopedista chato ou o académico puta, venha o Diabo e escolha. Por mim, um trabalho como este que abrange música tão variada e rica, de PIL a Duran Duran, Gang of Four a Chrome, Joy Division a ABC, 23 Skidoo a Talking Heads, Frankie Goes To Hollywood a Lydia Lunch, etc, etc, é um livro que merece ser lido e celebrado. E claro que o texto deve ser subjectivo. Viva a Humanidade, fora com os robots!
Seja como for, as acusações são injustas, tirando umas quatro ou cinco observações nitidamente pessoais - num livro de 500 e tal páginas - o livro é um trabalho profissional de critica musical, em que Reynolds soube acertadamente ir colocando temas / estilos / formas de capítulo em capítulo com uma cronologia possível, ou apenas uma progressão temporal, tarefa quase impossível quando temos dois países como os EUA e Inglaterra a revolucionar o Pop/Rock cada mês desde a morte do Punk básico dos Ramones e Sex Pistols. Como se sabe a vida e as carreiras de artistas ou das pessoas em geral não são estanques conforme as "grandes datas", Reynolds soube dar bem a volta. Para quem gosta de Rock e perdeu a esperança devido à "retromania" e derivativos deste século, eis seis anos do passado para descobrir e para no final dizer que "já foi tudo inventado" (not!!!).

segunda-feira, 17 de abril de 2017

MPT 2017


discos

Van Ayres : Sorry Stars (ed. autor; 2016)
Spectre : The last shall be first (Wordsound; 2016)
Ryuichi Sakamoto ‎: Illustrated Musical Encyclopedia (Virgin; 1986)
Sparks : Kimono My House (Island; 1974)
Starlite Motel : Awosting Falls (Clean Feed; 2016)


espectáculos

Billy Wilder : Sunset Boulevard (1950)
Sally Potter : Orlando (1992)
Artistas Unidos : A Estupidez de Rafael Spregelburd (24/01)
Manu Louis + Yves Tumor (Festival Tremor; 8/04)
Bob Fosse : Lenny (1974)


livros

Scott MacDonald : A Critical Cinema 3 - Interviews with Independent Filmmakers (University of California Press; 1998)
Simon Reynolds : Rip it up and start again : Postpunk 1978-1984 (Faber and Faber; 2005)
Antonio Muñoz Molina : Sefarad - Entre o Nazismo e o Estalinismo,  um romance sobre o exílio (Notícias; 2003)
Ken Hollings : The Bright Labyrinth - Sex, Death and Design in the Digital Regime (Strange Attractor; 2014)
Francisco Sousa Lobo : It's no longer I that liveth (Chili Com Carne + Mundo Fantasma)


revistas

Almanac for Noise & Politics 2016 (Praxis; 2016)
Cleópatra (Façam Fanzines & Cuspam Martelos), de Tiago Baptista
Wire
Raw Vision
La Revue Dessinée

domingo, 16 de abril de 2017

Ghostalking


Dois carros param no vermelho no meio de um deserto (um semáforo no meio de nenhures já é uma grande cena).  Num dos carros o condutor é um israelita, no outro é um palestiniano. Ficam ali parados, à espera do verde, a ouvir uma versão trip-hop-arabesca de I Put a Spell on You pela maravilhosa Natacha Atlas, talvez a melhor versão de sempre desta emblemática música de Screamin' Jay Hawkins (1929-2000). Reparem como a letra ganha contornos irónicos perante a javardice territorial-política daquela zona: I put a spell on you / Because you're mine / You better stop the things you do / I tell ya I ain't lyin' I ain't lyin' / You know I can't stand it / You're runnin' around / (...) I can't stand it 'cause you put me down / Oh no I put a spell on you / Because you're mine  / You know I love you I love you I love you I love you anyhow / And I don't care if you don't want me / I'm yours right now (...) Esta era a melhor cena do filme Intervention Divine (2002) do palestiniano Elia Sulelman.
Não sei porque raios só gravei metade da banda sonora original, em 2003 (?), para uma k7, toda ela é uma maravilha, ora mostrando alguns clássicos da música árabe como Mohamed Abdel Wahab ou Nour El Houda, novas estrelas Pop como Amr Diab, indies libaneses como os Soapkills ou ainda produtores electrónicos como Amon Tobin, Mirwais ou Marc Collin. Esta grande miscelânea de velho e moderno é uma joia. Compra-se isto nos dias de hoje por 3 euros, vale bem a pena...

sexta-feira, 14 de abril de 2017

sábado, 8 de abril de 2017

Já não fazia isto há muito tempo


Fotos de Vera Marmelo
A dobrar zines... felizmente os putos eram bem fixes e ajudaram imenso!
Zine do Tremor aqui

sábado, 1 de abril de 2017

Não é mentira...


O Seminário Banda Desenhada e Pensamento Político, através de obras de banda desenhada de autores portugueses (preferencialmente) e estrangeiros, procura debater temas e conceitos relevantes de um ponto de vista social e político. Estabelecendo um diálogo entre académicos, artistas, fãs de banda desenhada e público em geral, as sessões tocarão em assuntos como Corpo, Género, Cibernética e Transhumanismo, Cidade e Multidão, Utopia e Distopia, Totalitarismo... 

  Entende-se que a banda desenhada tem sido um meio privilegiado para a abordagem destes temas, muitas vezes de um modo vanguardista, experimentalista e independente, jogando com as potencialidades e limitações do próprio meio. Com este Seminário, que junta unidades de investigação da FCSH/UNL, UAc e FLUL, pretende-se valorizar a banda desenhada enquanto matéria susceptível de reflexão académica.

No dia das mentiras, entre as 16h e as 18h, na Zaratan (Lisboa) acontece a quinta sessão com o tema Cidade e Multidão com as participações de António Baião (moderação), José Smith Vargas e Marcos Farrajota.